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Avaliar para Aprender: Práticas de Avaliação no Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras turma A17_26_27

Apresentação

No contexto educativo atual, que valoriza o desenvolvimento integral dos alunos nas dimensões definidas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, torna-se imprescindível promover práticas de avaliação que acompanhem e sustentem o processo de aprendizagem, orientando os alunos para o sucesso escolar e pessoal. As Aprendizagens Essenciais das línguas estrangeiras, fundamentadas no Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas: Aprendizagem, Ensino, Avaliação (QECRL), destacam a necessidade de diversificar as práticas avaliativas, favorecendo uma abordagem mais formativa, contínua e participada. Sublinha-se, assim, a importância de implementar estratégias que envolvam os alunos na autoavaliação e na autocorreção, permitindo-lhes reconhecer as suas potencialidades e áreas de melhoria, com vista a um progresso mais consciente e autónomo. Neste quadro, a avaliação formativa e o feedback construtivo assumem um papel central, funcionando como instrumentos pedagógicos essenciais para o desenvolvimento das competências linguísticas e comunicativas. Avaliar em línguas estrangeiras é, portanto, um processo que exige planeamento intencional, capaz de recolher informação significativa tanto sobre os resultados como sobre os processos de ensino e aprendizagem. A presente oficina pretende apoiar os professores na reflexão e aperfeiçoamento das suas práticas de avaliação, promovendo a diversificação pedagógico-didática nos diferentes domínios da língua estrangeira — compreensão e produção, oral e escrita, bem como a interação —, reforçando a articulação entre avaliação, ensino e aprendizagem.

Destinatários

Professores dos Grupos 220, 320, 330, 340 e 350

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 220, 320, 330, 340 e 350. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 220, 320, 330, 340 e 350.

Objetivos

 Refletir sobre práticas de avaliação em língua estrangeira e suas implicações pedagógicas;  Promover a partilha de experiências e práticas entre docentes;  Planear e implementar instrumentos de avaliação diversificados;  Utilizar a informação recolhida em contexto avaliativo para ajustar o ensino e promover a aprendizagem;  Fomentar o trabalho colaborativo entre professores;  Desenvolver competências no uso de ferramentas digitais de apoio à avaliação.

Conteúdos

1. Breve enquadramento teórico: conceitos/ documentos orientadores do ensino das línguas estrangeiras (aprendizagens essenciais e QECRL) e o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória 2. Tarefas de aprendizagem e a diversificação de processos de recolha de informação: alguns exemplos – listas de verificação; observações; apresentações orais; inquéritos; entrevistas; composições; produção de pequenos textos; apresentações; leituras dramatizadas; rubricas; testes com diferentes tipologias de perguntas (escolha múltipla; ordenação; associação; verdadeiro/ falso; resposta curta; resposta longa/extensa); trabalho de projeto 3. Práticas de avaliação: construção, validação e aplicação de recursos para avaliação. 4. Análise e reflexão crítica sobre práticas e instrumentos de avaliação;

Metodologias

Presencial: O trabalho desenvolvido nas sessões presenciais, sessões teórico-práticas, tem uma intencionalidade pedagógico-didática. O objetivo é que o mesmo seja aplicado em contexto real de sala de aula/ escolar, e posteriormente discutido na oficina de formação, numa lógica de investigação-ação. Opta-se igualmente pela metodologia de trabalho colaborativo no planeamento, construção e validação de recursos para avaliação. É privilegiada a metodologia de trabalho de pares e de grupo na análise de documentos orientadores, na reflexão sobre conceitos e na discussão de práticas de avaliação dos formandos/ das escolas. É ainda favorecida a discussão alargada em grande grupo (plenário). Nas sessões presenciais pretende-se, também, dar espaço para a partilha de breves reflexões individuais sobre práticas implementadas no decorrer da oficina de formação e em resultado desta. A formação combinará sessões presenciais conjuntas e sessões online síncronas através de uma plataforma de videoconferência. Sessões presenciais conjuntas: 5 horas (primeira e última sessão) Sessões online síncronas: 10 horas Trabalho Autónomo: O desenvolvimento do trabalho autónomo será acompanhado através de uma plataforma de gestão de aprendizagem (LMS), na qual também se disponibilizarão os recursos das sessões presenciais e se criarão fóruns de discussão e partilha. As tarefas a desenvolver de forma autónoma pelos formandos incluem:  partilhar e discutir práticas de avaliação  planear, preparar/ criar e implementar processos/ instrumentos de avaliação em sala de aula e/ou contexto de escola (concretização e aplicação de práticas de avaliação)  refletir sobre o trabalho desenvolvido com os alunos e resultados obtidos.

Avaliação

Classificação na escala de 1 a 10 conforme indicado na Carta Circular CCPFC- 2/2007- de setembro de 2007, com a menção qualitativa de: 1 a 4,9 valores - Insuficiente; 5 a 6,4 valores - Regular; 6,5 a 7,9 valores - Bom; 8 a 8,9 valores - Muito Bom; 9 a 10 valores - Excelente. A avaliação dos formandos incide sobre: 1. a participação nas sessões e realização das tarefas propostas ao longo da oficina – 30% 2. um trabalho escrito individual (incluindo o relato/ evidências/reflexão da aplicação em contexto de sala de aula) - 70%

Bibliografia

Brown, H. D., & Abeywickrama., P. (2010). Language assessment: principles and classroom practices (2nd ed.). White Plains, NY: Pearson/Longman.Conselho da Europa. (2001). Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas - Aprendizagem, Ensino, Avaliação. Porto: Edições Asa.Council of Europe. (2020). Common European Framework of Reference for Languages: Learning, teaching, assessment – Companion volume. Strasbourg: Council of Europe Publishing.Fernandes, D. (2011).Piccardo, E., Berchoud, M., Cignatta, T., Mentz, O., & Pamula, M. (2011). Pathways through assessing, learning and teaching in the CEFR. Strasbourg: Council of Europe Publishing.

Formador

Helena Maria da Mota Lopes

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 08-04-2027 (Quinta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Presencial
2 15-04-2027 (Quinta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online síncrona
3 22-04-2027 (Quinta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online síncrona
4 29-04-2027 (Quinta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online síncrona
5 06-05-2027 (Quinta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online síncrona
6 20-05-2027 (Quinta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Presencial
Início: 2027-04-08
Fim: 2027-05-20
Acreditação: CCPFC/ACC-138176/26
Modalidade: Oficina
Pessoal: Docente
Regime: b-learning
Duração: 30 h
Local: b_learning: TEAMS/CFIAP - Escola Secundária Adolfo Portela